sábado, 28 de maio de 2011

Darío Conca ♥

O Darío Conca tímido, que evita de todas as formas dar entrevistas, desaparece quando o camisa 10 chega ao Fluminense. Nas Laranjeiras, junto dos companheiros, comissão técnica e funcionários, o jogador comanda as brincadeiras depois dos treinos. O roupeiro Denílson é um que vive “às turras” com o argentino, principalmente durante as peladas tradicionais das vésperas dos jogos. Antes de a bola rolar, naquela corrente que une o time, “Conquinha”, como é carinhosamente conhecido no grupo, se cala outra vez. A liderança, comum aos grandes ídolos, ele prefere exercer com a bola, dentro de campo.
— Uma palavra define o Conca: chato! — brinca o atacante Fred: — Ele é o terror dos funcionários. Com a gente, é brincalhão e muito humilde também. Hoje, com seu futebol refinado, é o maior ídolo do Fluminense.
Não há, no clube, um único dia em que Conca deixe de atender os torcedores tricolores que se acotovelam em busca de um autógrafo. Simpático, distribui sorrisos. Depois de quatro anos no Brasil — chegou em janeiro de 2007, para defender o Vasco —, é inegável que o argentino, hoje, sente-se mais à vontade no país que escolheu para viver. Inclusive, incorporou hábitos típicos dos boleiros brasileiros, como escolher um condomínio de luxo na Barra da Tijuca para morar.
Muricy, um fã antigo
Diferentemente de Abreu, que faz sempre questão de mostrar seu amor pelo Nacional, do Uruguai, Conca nunca confessou paixão por um clube de futebol. Enquanto o atacante alvinegro não larga a cuia de chimarrão, o meia tricolor estreita os laços com a pátria-mãe ao relaxar ouvindo “cumbia”, típica música argentina. Em comum com o rival de logo mais, Conca tem o gosto pelo profissionalismo. Quando sentiu que o Fluminense lhe devia uma valorização, reclamou publicamente. Mas jamais desacelerou o ritmo com a bola nos pés.
— Jogador argentino não sente saudade de casa, não sente frio e nem liga para comida. Para ele não tem bife duro — elogia o técnico Muricy Ramalho, fã de Conca desde os tempos de São Paulo

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